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Agtechs: a revolução tecnológica chegou no Agro

Por CBC Agronegócios

01 de Setembro de 2020

 

Se antes, majoritariamente as startups se preocupavam em desenvolver tecnologia para áreas como a financeira (Fintechs), por exemplo, hoje já há um grupo delas que descobriu no agronegócio um vasto campo de atuação, motivo pelo qual surgiram as Agtechs.

De fato, era só uma questão de tempo para que empresas de tecnologia voltassem sua atenção para as transformações pelas quais a agricultura vem passando nos últimos anos e reconhecesse sua relevância no cenário mundial.

Agtechs: revolucionando o Agro

As Agtechs são empresas de tecnologia que buscam desenvolver soluções para serem aplicadas no Agro. Elas facilitam tanto a vida do produtor rural quanto de todos envolvidos no Agrobusiness, em toda sua cadeia, na medida em que levam os avanços tecnológicos para o campo.

Como nosso país já é uma referência mundial no agronegócio, nada mais natural do que surgirem empresas preocupadas em atender as demandas esse mercado. Afinal, é o setor que mais cresce e para o qual não há crise.

O ponto de partida no Brasil foram instituições públicas, como o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Contudo, esse ecossistema não para de crescer, devido às universidades que tem colaborado produzindo um volume muito grande de pesquisas de alto nível em diversas áreas que se integram ao Agronegócio, dentre as quais podemos citar a genética, veterinárias, meteorologia, entomologia etc.

Nicho do futuro

Sem dúvida, todo esse movimento em torno do agronegócio atraiu empreendedores que viram um nicho de negócio promissor, uma vez que segurança alimentar é uma das grandes preocupações mundiais. Assim, em 2019 surgiu a AgTech Valley, em Piracicaba, um polo com empresas cuja base tecnológica é exatamente o mundo Agro.

Os aportes para esse tipo de empresas chegaram a aumentar cerca de quatro vezes mais de 2017 a 2018, somando 80 milhões de reais. Em 2019, ocorreram investimentos vultuosos em startups AgTechs, como a Agrosmart e a Agronow, que receberam 22 e 4 milhões de reais, respectivamente.

Essas e tantas outras startups têm oferecido soluções realmente inovadoras nos mais variados segmentos do agronegócio. O Radar Agtech Brasil 2019 as classificou em três grandes grupos:

  1. Antes da Fazenda – vai desde análise laboratorial, controle biológico e biotecnologia, a trabalhos com sementes, mudas e serviços financeiros;
  2. Dentro da Fazenda – monitoramento, gestão de resíduos e água; automação, telemetria, agricultura de precisão e internet das coisas são alguns dos segmentos em destaque;
  3. Depois da Fazenda – alimentos inovadores, indústria 4.0, reciclagem, armazenamento, logística, plataformas de negociação e marketplaces de vendas são, aqui, contemplados.

E o futuro do nicho?

O futuro desse mercado é extremamente promissor. Assim como a tecnologia é um caminho sem volta, do mesmo modo as empresas a ela conectadas só tendem a trazer mais novidades.

Levando-se em consideração que alimentos, quer a produção, quer sua comercialização, é uma necessidade global, podemos – e devemos! – esperar muito.

Se hoje já temos galinhas artificiais e reconhecimento facial para gado, imagine o que a criatividade humana aliada à sua inerente capacidade poderão nos oferecer daqui para frente nesse “Brave Moo World”. Vamos aguardar.

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