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A alta do dólar e o Agronegócio

Por CBC Agronegócios

02 de Maio de 2020

 

A forte alta da moeda americana nas últimas semanas, sendo fechada acima de R$ 5,00 e com máximas recordes, dentre tantos outros acontecimentos recentes, reforça um sentimento em toda a população: 2020 é, de longe, um dos anos mais desafiadores da história.

Todavia, a perspectiva é positiva para o agronegócio brasileiro. Aspectos econômicos, pesquisas e o reconhecimento político da importância do setor apontam uma confiança cada vez mais sólida e representativa no segmento.

O Impacto da Variação Cambial no Setor

A elevação do dólar tem impacto direto em duas frentes do Agronegócio: exportação e importação.

Por um lado, a variação cambial beneficia e impulsiona a exportação de produtos, melhora a receita dos produtores e abre caminho para novos mercados. Por outro, a mesma variação também onera os custos de produção, devido ao aumento no preço dos insumos que são importados, a exemplo dos fertilizantes e defensivos agrícolas.

Ainda assim, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), a alta do dólar tende a favorecer o setor, que exporta bastante e importa pouco. Como regra, sabe-se que o aumento da receita supera a elevação dos custos.

Uma boa notícia e que fortalece ainda mais o agronegócio, é que o Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) manteve a previsão de safra recorde de grãos para este ano.

Desta forma, dólar alto e safra farta ajudam a, de certa maneira, blindar o PIB do agronegócio durante a pandemia, avalia o Cepea/USP.  Um relatório divulgado pelo centro de estudos prevê que o setor será menos atingido pela crise.

 

Como Ficam os Contratos?

De acordo com um levantamento feito pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com dados do Ministério da Agricultura, de janeiro de 2019 até março de 2020, o agro brasileiro abriu mercado para 48 produtos do setor em 21 países diferentes.

Para Tereza Cristina, estamos em um momento de oportunidades. Em entrevista ao programa Poder em Foco, a ministra da Agricultura afirmou que há muitas consultas de países que anteriormente tinham restrições em importar do Brasil, e que agora estão em contato para abertura de alguns produtos para seus países.

“A gente tem trabalhado, mandado respostas rápidas, olhando no bom sentido uma oportunidade para o agro brasileiro abrir novos produtos e novos mercados pós coronavírus”, afirma.

Segundo o economista Sandro Busato, existem contratos vigentes antes da pandemia e que não deverão sofrer mudanças, seja na exportação ou importação. Contudo, é preciso estar atento aos novos contratos, uma vez que esses poderão ser bastante afetados. 

Como Contornar a Situação?

 Ser assertivo nas tomadas de decisão em momentos de instabilidade é um fator de sobrevivência para o setor. Por isso, é fundamental estruturar uma gestão operacional do negócio.

Além do planejamento estratégico, é igualmente importante desenvolver um planejamento tático e operacional. O gerenciamento e mensuração de ações e metas a curto, médio e longo prazos, somados à definição de etapas, ajudam a empresa a enfrentar melhor as alterações de mercado e da economia.

É fato que o segmento deve ganhar mais do que perder com a alta da moeda americana. Entretanto, a falta de gestão e planejamento consistentes pode transformar um cenário promissor em uma futura crise.

Certamente, o Agronegócio continuará a crescer como o motor da economia nacional. O incremento de novos mercados e a expectativa da safra recorde brasileira são alguns elementos que explicam um dos mais altos níveis de confiança já registrados no ramo. Este é, sem dúvida, um momento oportuno para desenhar novas estratégias e fazer novos planejamentos.

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