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Rotação de Culturas. O que é essa prática?

Por CBC Agronegócios

10 de Agosto de 2020

 

Quando o agricultor resolve fazer um plantio, o que mais espera é o momento da colheita, e que ela seja abundante. Muitos deles descobriram na prática de rotação de culturas uma maneira de diversificar sua produção, trazer melhoramento ao solo e aumentar sua produtividade com economia. Como isso é possível? Acompanhe conosco.

O que é rotação de culturas?

Dar repouso à terra para que ela se recupere já era uma prática muito comum que remonta, inclusive, os tempos bíblicos. Entretanto, a rotação de culturas só chegou ao Brasil na década de 70, sendo vista primeiramente no Paraná. Hoje, ela vem ganhando cada vez mais espaço no agro, em especial nesse momento em que tanto se fala em sustentabilidade, algo que já é inerente a essa prática.

Rotação de culturas é uma técnica de manejo na qual se faz uma alternância de culturas a cada novo plantio. Essa troca é feita numa mesma área, durante um período específico (ciclo) e na mesma estação do ano, ou seja, seguindo um planejamento ordenado, que leva em conta, ainda, as necessidades de adubação do solo. Daí também receber o nome de adubação verde.

Monocultura x Adubação Verde

A monocultura consiste no cultivo de uma só cultura durante safras seguidas. No entanto, isso termina por degradar o solo, obrigando o agricultor a ter atenção redobrada com a adubação.

O motivo é que ele corre o risco de comprometer a produtividade de sua colheita e ainda precisar combater pragas e ervas daninhas, uma vez que o crescimento das duas é favorecido pelo empobrecimento físico, químico e biológico do solo.

Em contrapartida, na adubação verde, consegue-se exatamente o oposto, protegendo o solo de degradações e infestações. Mas essa não é a única vantagem da rotação de culturas.

Planejamento da Rotação de Cultura

Como dissemos no início, o uso dessa técnica requer planejamento ordenado. Isso significa que é imprescindível observar mais alguns pontos:

  • Solo. A primeira coisa a se fazer é saber as reais condições do solo por meio de um diagnóstico completo, colhendo informações a respeito de sua composição. É o momento de conhecer a terra;
  • Plantas. A escolha dos vegetais a serem plantados é fundamental, sobre as quais fazemos, aqui, três considerações acerca delas:
    1. Integração. Muitas vezes o agricultor pode plantar uma cultura que seja aproveitada em outra atividade, como servir de alimento para animais que possui, por exemplo;
    2. Composição. As plantas devem ser escolhidas de acordo com o que se deseja que o solo absorva, pensando sempre no que ele necessita e que uma determinada cultura consiga suprir;
    3. Há uma grande variedade de espécies vegetais utilizadas para fins específicos, como recuperação do solo, produção de volumoso, até mesmo para simplesmente diversificar a atividade econômica, inclusive comercializando as culturas.
  • Maquinário. Avalie se possui o maquinário e equipamentos necessários para fazer o manejo na área escolhida.

O ideal é que haja avaliação e apoio especializado para a elaboração de um calendário de rotação de culturas que contemple os objetivos do proprietário da área rural a ser desenvolvida a técnica, mesmo porque, cada região possui características específicas.

Há produtores que optam por iniciar a rotação de culturas em apenas uma parte da propriedade, com o intuito de observar os resultados antes de aplicá-la em toda ela.

Uma outra vantagem da técnica é exatamente essa, a flexibilidade. É possível alternar culturas até que se chegue às mais adequadas, sustentável e economicamente também.

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