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Como a COVID se espalhou em frigoríficos no Brasil?

Por CBC Agronegócios

08 de Setembro de 2020

 

Desde o início da pandemia da Covid-19, percebe-se um aumento significativo no número de casos da doença em trabalhadores de frigoríficos, o que levou a China a pedir testagem da carne brasileira. Precisa, mesmo?

Segundo estudiosos, é pouco provável que uma pessoa contraia a enfermidade ao consumir carne mesmo proveniente de frigoríficos que inclusive foram fechados por conta do alto contágio entre os colaboradores.

O fato de ser uma doença nova para a qual a cura ainda não foi descoberta, nem mesmo uma vacina, uma vez que diversas delas ainda estão em fase de teste, causa temor nos consumidores. Aliás, muitos ainda se perguntam sobre qual a relação entre os frigoríficos e a Covid-19.

Causa e Consequência

A aceleração do contágio em frigoríficos tem sua causa de ser em virtude do ambiente propício que o vírus encontra, favorecendo, assim, sua proliferação. Conheça os motivos:

  • As baixas temperaturas inerentes à atividade desenvolvida nesses locais se constituem em condições ideais para que o vírus se instale e se multiplique;
  • Ombro a ombro. A proximidade entre os postos de trabalho dos colaboradores é muito grande, contribuindo para que a transmissão se dê com mais facilidade, caso haja alguém infectado;
  • Vizinhança. Grande parte da mão de obra utilizada nesses frigoríficos é originária de diversas cidades do entorno. Dessa forma, a doença se espalha facilmente pelas cidades vizinhas, contaminando um número cada vez maior de pessoas.

Quando esses fatores se juntam, há uma explosão na quantidade de contaminados, o que levou ao fechamento de várias unidades tanto aqui no Brasil quanto no contexto internacional, sobretudo nos Estados Unidos, prejudicando a exportação de diferentes tipos de carne.

Prevenir sempre é melhor

Diante desse quadro, houve uma intensificação nas medidas de higiene e segurança em todos os frigoríficos do país.

Ao menor sinal de febre ou de qualquer um dos sintomas da Covid-19, os colaboradores são afastados e acompanhados pelas empresas, assim como todos com quem tiveram contato.

O uso de máscaras, aplicação de álcool gel 70%, distanciamento nos postos de trabalho e cuidado redobrado com a higiene do lugar e na manipulação dos alimentos foram ações introduzidas, e com muito mais rigidez em sua observância.

Tais precauções possibilitaram a reabertura das unidades fechadas e garantiram a continuidade das atividades, agora com mais segurança para todos: empresa, colaboradores e consumidores também.

Aliás, cabe ressaltar que a testagem em massa dos funcionários está entre as medidas adotadas para conter a pandemia. E a testagem de carne?

Testagem de carne. Precisa, mesmo?

Os frigoríficos têm seguido à risca todas as medidas recomendadas e exigidas pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) com o intuito de garantir um ambiente seguro para seus quadros de colaboradores e produzir carne de qualidade.

O MAPA tem acompanhado de perto a situação e comprovado os resultados positivos conseguidos pela adoção dos protocolos estabelecidos, motivo pelo qual considera excessiva a exigência da China de que haja testagem de carne em massa.

O país asiático quer garantias de que não haverá contaminação por meio da embalagem e do consumo do produto brasileiro. Quanto a isso, o Brasil tem desempenhado bem o seu papel, fazendo de tudo para mitigar tais riscos. Afinal, é do nosso maior interesse manter a qualidade superior da carne nacional (como já é conhecida), e que assim se perpetue.

Além do mais, as relações comerciais devem se basear na confiança mútua, motivo pelo qual a resposta para nossa pergunta inicial “Precisa, mesmo?” é não, não precisa.

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