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Crise? Não no Agro!

Por CBC Agronegócios

22 de Maio de 2020

 

Ao contrário dos prenúncios catastróficos nos setores político, sanitário e econômico, as máquinas agrícolas seguem firmes e continuam colhendo boas notícias no campo. Então… crise? Não no Agro!

O país é hoje o 2° maior produtor de alimentos do globo. Aliás, o agronegócio brasileiro tem perfeitas condições para, em pouco tempo, se tornar o primeiro.  Com colheitas cada vez mais volumosas, aumento nas exportações e incremento de novos mercados, o setor não deixa sombra de dúvida sobre sua força e capacidade, impulsionando a economia nacional mesmo em meio aos cenários mais desafiadores e negativos.

Crise? Não no Agro!

De acordo com a análise divulgada na última quinta-feira (21) pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mesmo com a crise sanitária mundial, o volume de produtos agro exportados pelo Brasil no primeiro quadrimestre de 2020, teve um crescimento de 6% em comparação ao mesmo período de 2019. Esse resultado elevou a participação do setor nas exportações totais do país para 47%.

Nesse período também houve a desvalorização do real em aproximadamente 11%, o que aumentou a atração das vendas externas e contribuiu para que a receita, em reais, crescesse 14%.

Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante a pandemia de COVID-19, o Brasil recebeu diversos pedidos de abertura de novos mercados, além da ampliação de outros já existentes.

Tal fato evidencia a relevância que o país tem perante o mundo no fornecimento de alimentos. Entre os países que solicitaram abertura e/ou ampliação de mercado para exportação estão: Colômbia, Kuwait, Índia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Egito, Argentina e Marrocos.

É notável a grande oportunidade que o setor tem para expandir ainda mais suas vendas, aumentar a confiança dos importadores e consolidar-se cada vez mais como o maior produtor de alimentos do mundo.

 

Brasil: um país que produz

O Ministério da Agricultura anunciou que nesse ano, a produção agropecuária brasileira deve atingir o maior valor bruto de produção (VBP) em 31 anos. O motivo de comemoração se deve à colheita avaliada em 697 bilhões de reais.

Grande parte desse resultado deve ser proveniente da safra recorde de grãos, que segundo levantamento feito pelo CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), será de 250,9 milhões de toneladas no ciclo 2019/2020, 3,7% superior ao colhido em 2018/2019.

Mesmo com as condições climáticas desfavoráveis na região Sul do país, Santa Catarina bateu recorde na exportação de soja nos 4 primeiros meses do ano. Os embarques somaram 815 mil toneladas, o maior volume dos últimos 10 anos.

Enquanto o Ministério da Economia prevê uma retração de 4,7% no PIB (segundo dados divulgados no dia 13/5), o Produto Interno Bruto do agronegócio brasileiro tem crescimento estimado de 2,42% em 2020.

Com a oportunidade de exportar cada vez mais e com os consecutivos recordes de safra, mesmo com um aumento mínimo de área plantada, demonstrando que o setor tem investido em tecnologia e inovação, fica claro que o agronegócio brasileiro não é uma promessa em meio a uma economia desesperançada. Na verdade, com toda certeza ele será o puxador da economia em sua retomada após a crise outros setores. Afinal, ela existe, mas não no Agro.

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