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Desafios e Perspectivas na Agricultura Familiar

Por CBC Agronegócios

01 de Junho de 2020

 

Propriedades de estrutura familiar são muito comuns no agronegócio. Esse modelo de gestão é conhecido como agricultura familiar: estabelecimentos cujo controle é centralizado nas mãos de uma mesma família e transmitido de geração para geração.

Esse formato de cultivo que começou como uma atividade de subsistência, hoje, é responsável pela produção de mais de 80% de toda a comida do mundo, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, são mais de 4 milhões de produtores familiares, o que representa cerca de 38% do PIB Agropecuário do País, como aponta a Embrapa.

O agricultor familiar é caracterizado pela utilização de mão de obra predominantemente da família, além de não ultrapassar o limite de 4 módulos fiscais de área e ter a maior parte da renda proveniente das atividades da propriedade. Esses requisitos são exigidos pela Lei N° 11.326/2006, que regulamenta esse tipo de produção rural.

O Desafio da Sucessão

Sem dúvida, trabalhar com a família traz muitos desafios, e passar o negócio adiante com certeza é um deles.

Segundo o IBGE, apenas 30% das empresas familiares chegam à segunda geração, e só 5% conseguem resistir até a terceira. Esses dados mostram que trabalhar a sucessão é decisivo para a continuidade do negócio.

Muitos jovens que crescem com suas famílias trabalhando no campo ficam desestimulados a continuar com as atividades rurais e acabam migrando para a cidade, em busca de oportunidades e novos conhecimentos.

Investir em tecnologia como o uso de smartphones para melhorar o dia a dia, automatizar algumas tarefas e incentivar estudos futuros relacionados à atividade rural são boas saídas para evitar que os filhos deixem o campo e, assim, continuem a trabalhar com a família.

Perspectivas para a Agricultura Familiar

Com dados mundiais que reforçam a importância do trabalho familiar rural, a perspectiva é de crescimento permanente. O Brasil deve ser o principal exportador de alimentos do mundo em breve, e esse tipo de agricultura tem um papel fundamental na segurança alimentar e nutricional do país.

Dessa forma, o governo tem trabalhado em incentivos como crédito, assistência técnica, desenvolvimento de pesquisas, plataformas de capacitação para os trabalhadores, dentre outras iniciativas.

Isso tem trazido resultados positivos, como melhor qualidade de vida no campo, se manter ativo nas operações comerciais e, principalmente, tem influenciado diretamente no combate ao chamado êxodo rural (migrações de pessoas do campo para grandes cidades).

Em Tempos de Pandemia

Na última quarta-feira (28), o Senado aprovou um projeto de lei que prorroga por 12 meses o pagamento das dívidas de agricultores familiares. Outras medidas como incentivo à comercialização por meio de programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) tem ajudado o agricultor familiar a comercializar sua produção.

Listamos abaixo algumas alternativas que têm auxiliado produtores a vender nesse período:

  • WhatsApp;
  • Clubes de entrega em domicílio;
  • Plataformas de comercialização;
  • Participação em feiras locais.

Certamente, esse tipo de agricultura tem muito a crescer e melhorar, e cada vez mais tem ganhado subsídios para isso. Também é verdade que existem muitos desafios pela frente.

Contudo, para vencê-los, uma boa gestão da propriedade é fundamental, bem como a capacitação da mão de obra, inclusive dos herdeiros, constituindo-se em um fator motivador para que haja continuidade do negócio da família.

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