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Eleições Americanas e o Agronegócio

Por CBC Agronegócios

03 de Novembro de 2020

 

As eleições norte-americanas chegaram. Apesar de o voto naquele país não ser obrigatório, cerca de 15 milhões de americanos já manifestaram sua decisão antecipadamente, o que pode desencadear uma judicialização do processo eleitoral, em especial se o candidato republicano perder.

O fato é que uma mudança de governo nos Estados Unidos chama a atenção de todas as nações, devido às mais variadas implicações políticas e econômicas, inclusive para o Agronegócio brasileiro.

Joe Biden x Trump

Alvo da atenção mundial e sempre cercada por muita expectativa, as eleições americanas ocorrerão nessa semana, dia 3 de novembro, agitando o mercado e setores específicos, como o próprio Agronegócio.

Ainda que as pesquisas favoreçam o candidato democrata, Joe Biden, não há como descartar uma reviravolta por parte de Trump. Ocorre que 40% da população considera que o republicano tenha feito um bom governo, sem mencionar que já vivenciamos aqui, em solo brasileiro, eleições nas quais o resultado não corroborou com as pesquisas anunciadas nos meios de comunicação.

Dessa forma, não há como deixar de pensar nos possíveis cenários após o seu resultado.

Eleições Americanas e o Agronegócio

O Brasil “entrou” para essas eleições, não apenas por ter sido citado no debate por Biden, mas pelo o que nossa nação representa no cenário comercial mundial.

É sabido que se Joe Biden passar a ocupar a cadeira de dirigente da maior economia do mundo, a preocupação com mudanças climáticas, energia limpa e emissão de carbono na atmosfera, por exemplo, aumentará, uma vez que a questão ambiental ocupa destaque em sua agenda.

Para tanto, Joe conta com o apoio da comunidade europeia, exatamente onde o Brasil tem concentrado esforços para conseguir uma maior abertura comercial, haja vista a recente presença da ministra Tereza Cristina na região.

Contudo, Biden parece ser favorável à utilização de biocombustíveis, o que incrementaria as exportações agrícolas brasileiras.

Por outro lado, se Trump vencer a disputa, poderá ceder a alguns setores que também estão de olho na questão amazônica, além do que, o volume de importação de produtos brasileiros caiu consideravelmente desde o início do ano, mesmo estando ele próprio como presidente.

Vale ressaltar, ainda, que Donald Trump, mantendo seu lema de “America First”,  não medirá esforços com medidas protecionistas,  ainda que tenha de romper acordos já estabelecidos ou mesmo forçar de modo mais enérgico uma queda de preço, a exemplo do que fez com o etanol em 2018.

No entanto, com ele no poder, avanços nas transações comerciais com o Brasil deverão crescer mais do que com o democrata, até por conta do bom relacionamento entre os dois presidentes.

Assim, independentemente de quem vença o 59º pleito para a presidência dos Estados Unidos, haverá impacto no agro brasileiro.

Equacionando o problema

Para resolver o problema, em um mundo globalizado, alguns fatores devem ser objetos de nossa reflexão:

  • Os Estados Unidos não podem conceber acordos com a América Latina sem o maior país do grupo, o Brasil;
  • A preocupação com a Amazônia é cada vez mais premente na Europa, mercado ainda a ser mais bem explorado, lembrando que um acordo entre esse continente e o Mercosul tem sido delineado;
  • Nossa política ambiental é uma das mais ostensivas do mundo, faltando-lhe, tão somente, maior divulgação internacional e conscientização de uma pequena parcela de agricultores, pois em sua maioria, ela é levada a sério, sim;
  • Os mercados chinês e europeu continuam e continuarão sendo alvos de ambos os países, apesar de republicanos e democratas verem o país asiático como uma ameaça;

Como sempre, o equilíbrio, a diplomacia e uma política de relações internacionais robusta se constituirão no fiel da balança.

Aguardemos com olhos atentos o resultado das eleições americanas.

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