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Os Impactos da Segunda Onda de Covid-19 no Agro

Por CBC Agronegócios

12 de Novembro de 2020

 

O mundo ainda está tentando se recuperar da Covid-19 e, apesar disso, uma segunda onda da doença já surgiu na Europa, gerando nova preocupação mundial. Quais os impactos desse fenômeno no Agronegócio? É possível fazer algo hoje para minimizá-los?

Uma doença que não dá trégua

Até o final de outubro o mundo já contabilizava 44.888.869 casos confirmados de Covid-19 e 1.178.475 mortes, de acordo com a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), números que são atualizados diariamente pelo WHO (World Heatlh Organization).

A Europa já está entrando em lockdown novamente, o que restringe a saída das pessoas a bares e restaurantes para consumir alimentos. Por outro lado, há uma verdadeira corrida aos supermercados, com receio de desabastecimento.

Tal preocupação é igualmente compartilhada pelos dirigentes de vários países, levando muitos deles a aumentarem seus estoques, com o intuito de suprir as necessidades da população, ainda que não haja estimativa de quanto tempo a doença perdurará nos afligindo.

O sistema de saúde da maioria das nações entrou em colapso, uma grave crise econômica se estabeleceu e o tema segurança alimentar nunca foi tão abordado, colocando o Brasil, mais uma vez, como celeiro do mundo.

O que esperar da segunda onda de Covid -19?

É fato que a economia brasileira também foi afetada pela Covid-19, mas o papel desempenhado por nosso agronegócio teve repercussão global. Sim, nós alimentamos o mundo.

Novos mercados foram abertos, o volume das exportações cresceu, o PIB do setor foi positivo e tivemos safra recorde, possibilitando melhores negociações. Entretanto, isso tudo não significa que podemos – e nem devemos! – nos acomodar.

Não abordaremos, aqui, a melhoria no sistema de saúde, rastreamento efetivo e testagem em massa e a disciplina tão necessária por parte da população,  assuntos reconhecidamente de extrema importância, mas nosso foco será o agronegócio.

Desse modo, se por um lado aprendemos a ser mais digitais, inclusive com a criação de plataformas de negociação, por outro, a segunda onda trará consigo desafios que ainda não foram superados na primeira e a necessidade de rapidez nas soluções que se encontram estão em processo de adequação. Vejamos alguns exemplos:

  • Logística – é vital utilizarmos os vários modais disponíveis para otimizar o escoamento da produção;
  • Abastecimento interno – como grande produtor que somos, é inconcebível importarmos alimentos. A demanda interna precisa ser igualmente atendida;
  • Pecuária – o fechamento de plantas atingiu em cheio o setor, bem como a dificuldade de obter ração animal;
  • Mão-de-obra – trabalhadores rurais, em especial a população de baixa renda, sofreram com a pandemia, não podendo exercer suas atividades, ocasionando queda na produção como um todo;
  • Crédito – linhas emergenciais de crédito ao setor agroalimentar são importantíssimas para investimentos na modernização da cadeia produtiva e infraestrutura;

Esse é o momento de o Brasil assumir, de fato, seu protagonismo mundial como produtor agroalimentar, atuando com compromisso, firmeza e seriedade.

Uma mesma lição para duas provas

A primeira onda da Sars-CoV2 muito nos ensinou, o que nos auxiliará a enfrentar a segunda, buscando, de todas as maneiras, evitar que a economia passe por igual sofrimento ou, pelos menos, de forma tão acentuada.

Se não aprendemos da primeira vez, é imprescindível nos conscientizarmos de que temos de estar juntos, mais do que nunca.

Uma cooperação internacional se faz necessária, a fim de que todos os países realizem ações coordenadas, evitando desabastecimento de alimentos, insumos e alta especulativa de preços.

Aprender com o passado é sinal de inteligência e sabedoria. Ainda há tempo de terminar a lição de casa, preparando-se melhor para ir bem na próxima prova. Vale a reflexão.

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