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Preço recorde de grãos: Bom para os agricultores, pesadelo para os pecuaristas.

Por CBC Agronegócios

17 de Novembro de 2020

 

Algumas pessoas dizem que 2020 é um ano que não aconteceu. Produtores de grãos pensam exatamente o contrário. O motivo é que, na verdade, pode-se dizer que esse é o ano dos grãos, com safra recorde e preços elevados.

Para se ter uma ideia, 65% da safra de soja de 2021, no Mato Grosso do Sul (estado que lidera a produção brasileira de grãos), já foi comercializada.

Somando-se todos os grãos, cereais e leguminosas produzidos no Brasil, estima-se que no próximo ano, chegaremos a impressionantes 253,2 milhões de toneladas, quantidade superior em mais de um milhão do recorde passado, o que corresponde a uma alta de 0,5% em relação a esse ano, de acordo com dados do IBGE.

A demanda por grãos foi elevada consideravelmente em razão da abertura de novos mercados internacionais e da própria pandemia da Covid-19, que fez com que até o consumo doméstico aumentasse sobremaneira.

Agricultura e Pecuária: os dois lados de uma mesma moeda

Quanto à pergunta do título desse artigo, se a safra recorde e preços elevados é algo bom ou ruim, a resposta dependerá do ponto de vista de dois grupos distintos: dos agricultores e dos pecuaristas.

Enquanto agricultores estão comemorando mais uma vez a boa safra, batendo recorde atrás de recorde e conseguindo ótimos preços de comercialização, os pecuaristas, que pela própria natureza da atividade necessitam – e muito! – de grãos, já não estão em uma situação tão confortável assim.

Um exemplo é o caso do milho que, em quatro meses, sofreu uma alta de 50%, sendo que em conjunto com a soja, constituem-se em insumos de grande importância para criadores de animais que consomem esse tipo de alimento.

Dessa forma, os pecuaristas estão buscando soluções alternativas para reduzir seus custos de produção, a fim de evitar ou, pelo menos, retardar o repasse dos gastos aos preços de venda.

Tal ação não é tarefa tão simples, levando-se em consideração que o item de maior custo dessa atividade produtiva é exatamente a quantidade de grãos utilizada.

Equacionando o problema

Trabalhar em meio a essa elevação de preços que já perdura há algum tempo devido a vários fatores como a alta do dólar e as negociações na Bolsa de Chicago, por exemplo, começa a tornar a situação insustentável para alguns produtores.

No entanto, não há problema considerado de difícil solução que uma boa gestão não seja capaz de equacionar. Efetuar uma boa compra não é a única maneira de obter lucros mais altos. Buscar eficiência e otimização de processos, bem como fazer uso de novas tecnologias na cadeia de proteínas são fatores primordiais para redução de custos.

Ganhar no aumento das vendas é outra saída. A proteína animal de nosso país continua sendo alvo de importação em diversos mercados internacionais. A China, por sua vez, segue com uma demanda alta de nossos produtos, e a segunda onda da pandemia na Europa deverá manter o volume de exportações de alimentos com ótimas projeções.

Assim, talvez aquele ditado que diz que enquanto uns choram, outros vendem lencinho de papel, pode até não mudar, mas o motivo do choro, sim: de alegria. Mantenhamos nossas expectativas altas e boas vendas!

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